Uncategorized

Compartilhe sua furadeira, sua casa e até seu helicóptero

São Paulo – Não importa se o seu objetivo é comprar uma furadeira ou um helicóptero, uma alternativa econômica (e ecológica) para alcançar o objeto de consumo desejado pode ser uma compra compartilhada. Já comum nos Estados Unidos e na Europa, por meio de sites como o Swap e Free Cycle, o formato ganha popularidade no Brasil.

Pioneiro por aqui, o DescolaAí estreou em agosto de 2011 para promover o aluguel, a troca e a revenda de CDs, livros, games, ferramentas, bicicletas, roupas e acessórios. “Nosso site permite que as pessoas obtenham lucro com itens que estavam encostados em suas casas”, afirma o empresário Guilherme Brammer, responsável pelo projeto.

A ideia surgiu após Brammer, que também lidera o serviço de descarte TerraCycle, pesquisar sobre reutilização e economia 2.0. Atualmente, o DescolaAí conta com cerca de 10 mil usuários cadastrados. Neste mês, o serviço estreia sua nova versão integrada com as redes sociais.

A mesma proposta segue o Enjoei, onde os usuários anunciam artigos de luxo que não usam mais. A ideia deu tão certo que os responsáveis lançaram o EnjoeiKids, para o anúncio de artigos infantis que foram inutilizados depois que as crianças cresceram. Em cada operação realizada, o Enjoei fica com 15% do valor para cobrir custos e gerar lucro. O serviço conta cerca de 11 mil fãs no Facebook.

Em 2007, os amigos Brian Chesky e Joe Gebbia haviam se mudado para São Francisco, nos Estados Unidos, mas estavam sem dinheiro para pagar o aluguel. Ao mesmo tempo, uma conferência da Sociedade de Desenho Industrial praticamente esgotou as vagas em hotéis da cidade. Foi aí que a dupla teve a ideia de oferecer um quarto de seu apartamento para locação. Assim surgiu o Airbnb, serviço que soma 5 milhões de usuários em todo o mundo.

O site permite que pessoas comuns aluguem cômodos de suas residências por um período determinado. No mês passado, o Airbnb abriu seu escritório no Brasil. “Com o escritório brasileiro, desejamos ampliar nossa participação no país que será sede da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016”, disse Stefan Schimenes, um dos executivos responsáveis pela gestão local.

Embora seja possível alugar imóveis inteiros pelo site, a empresa incentiva o aluguel de apenas um quarto de sua casa, a fim de promover a troca de experiências. Parte do sucesso do Airbnb deve-se ao seu bem definido modelo de avaliações postadas pelos usuários e integração com as redes sociais. Segundo a empresa, a demanda por imóveis no Brasil cresceu 1200% em 2011. O ator Ashton Kutcher é um dos sócios do projeto.

Compartilhe seu helicóptero (e faça economia) 

Até então visto como uma alternativa apenas para produtos de baixo valor, a compra compartilhada se tornou uma opção também para o alcance de artigos de luxo. No fim, o objetivo é a economia.

Fundado em maio de 2010, a Prime Fraction Club oferece aos seus clientes a possibilidade de compartilhar ativos, como carros importados, iates, jatinhos e helicópteros, com cotas que ultrapassam o valor de 100 mil reais.

“Identificamos uma ótima oportunidade de oferecer ao mercado brasileiro um jeito de ter bens de luxo de uma forma econômica. Digo isso, pois, com o valor que um cliente compraria apenas um avião para uso particular, ele pode ter a cota de um avião, de um barco, de um helicóptero, de um carro sofisticado e ainda sobra dinheiro”, afirma o sócio da PFC, Marcus Matta.

A luxuosa embarcação Azimut pode ser comprada de forma compartilhada

Hoje, a empresa trabalha com a gestão de nove ativos, avaliados em R$ 72 milhões. Os valores para se tornar sócio de cada um deles variam desde 107 mil reais (suficiente para usar um carro BMW Z4 SDrive ou  Camaro SS) até 3,45 milhões de dólares, para ser cotista do barco Azimut 88.

Segundo Matta, dependendo do bem escolhido, a economia com os custos de manutenção do ativo pode ser de até 80% quando dividida entre os sócios. Em 2012, a empresa espera crescer entre 60% e 70%.

“Cuidamos do bem dos cotistas como se fosse nosso. Realizamos a manutenção, gerenciamento e guarda. E quanto à agenda, existem regras de operação para organizar os horários e dias de utilização de cada ativo, o que evita conflitos”, afirma ele. Por último, quando o cliente cansa do item, basta colocar sua cota à venda e recuperar o investimento feito.

Fonte: Info

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s