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Consumo colaborativo – Chance para mudar o Mundo?

A Time Magazine elegeu as 10 idéias que vão mudar o mundo e o consumo colaborativo é uma delas e já está fazendo a diferença!

O consumo colaborativo descreve um modelo econômico que se baseia na partilha, troca, ou aluguel, que possibilita o acesso a produtos em vez da posse. O conceito de reutilizar ou compartilhar produtos ou serviços já existe há séculos, na forma de bibliotecas públicas, pontos de auto-serviços, lavanderias e mercados populares. A internet e as comunidades on-line retomaram estes comportamentos do antigo mercado e os revolucionaram.

A gama de produtos e serviços oferecidos sob a bandeira do consumo colaborativo é grande e cresce rapidamente. Ações como ficar na casa de alguém durante uma viagem e, em troca, permitir que outras pessoas façam o mesmo e compartilhar de habilidades estão se tornando cada vez mais popular.

Coisas tão diferentes como bolsas de grife, locais de estacionamento ou de energia solar são parte desta nova economia baseada na partilha. Os defensores do consumo colaborativo argumentam que o rápido aumento das iniciativas de troca e compartilhamento representa uma mudança social que é tão profunda como a revolução industrial.

Enquanto a revolução industrial marcou o início da produção em massa e da propriedade, o consumo colaborativo está a abrandar o ritmo de produção e consumo, criando novas formas de acesso a coisas, sem a necessidade da propriedade exclusiva.

A premissa básica do consumo colaborativo é que as pessoas não querem possuir um número crescente de bens, em vez disso pretendem empresta-los quando necessário,  pagando uma taxa menor do que uma compra. Alguns observadores interpretaram isso como o fim do Homo consumens – o ser humano típico de uma sociedade industrial, cujo principal objetivo é consumir.

Tais previsões sobre a morte do Homo consumens podem ser muito exageradas. Ao considerar o consumo colaborativo é importante fazer uma distinção entre dois tipos diferentes de compartilhamento. O tipo de anti-consumista do consumo colaborativo refere-se à antiga troca, onde as mercadorias ou serviços são trocados diretamente por outros bens ou serviços, e aqueles que dela participam estão conscientemente tentando criar um estilo de vida menos consumista. Mas o consumo colaborativo  abrange também o compartilhar e alugar de bolsas de grife e roupas, que proporciona uma oportunidade de continuar o estilo de vida consumista, com custos significativamente mais baixos.

Desconsiderando os motivos internos ou ideológicos das pessoas que participam do consumismo colaborativo, a tendência também traz consigo algumas implicações sociais. Uma das mais crucias é o papel da reputação de uma pessoa, que se torna uma mercadoria de alto preço. Para ter acesso a comunidades que partilham os seus carros, casas ou bens de luxo, um indivíduo precisa ser considerado seguro e confiável.

Neste contexto de consumo colaborativo, uma avaliação positiva por seus pares pode ser mais valiosa do que notações de crédito ou um extrato de conta equilibrada.Embora o consumo colaborativo ainda não tenha mudado o mundo, ele conseguiu criar um modelo econômico que está obrigando seus participantes a se comportar dentro de certas normas e ser mais agradável para o outro – o que já um grande feito.

Fonte: The Beginner

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