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Consumo Colaborativo em destaque

Consumir. Esta é uma das palavras que mais marca as campanhas publicitárias e ações de marketing das empresas. Comprar faz parte do cotidiano da população mundial. Mas você já ouviu falar em consumo colaborativo? Esta prática é nada mais, nada menos, que a troca e aluguel de produtos que são pouco ou nada utilizados no dia a dia. Há diversos sites que trabalham com esta modalidade de consumo, como o Descola Aí, de produtos diversos; o Getaround, site norte-americano que estimula o aluguel de carros e o AirBnb, que é voltado para a área de imóveis. 

Para o economista Rubens Mazzali, a redução de custo é o grande benefício do consumo colaborativo. “Se compartilhássemos um equipamento como uma furadeira em nossos condomínios ou se os locássemos conforme a nossa necessidade, contribuiríamos com uma economia mais sustentável. Outro benefício econômico é a redução da procura pela aquisição desses bens forçando seus preços para baixo”.

Um dos pioneiros deste serviço no Brasil foi o Inio: I need, I offer (Eu preciso, Eu ofereço, em tradução livre). Gabriel Fernandes Schön, fundador da ferramenta, conta que a iniciativa é um projeto de graduação que acabou se tornando realidade. O site, durante um ano de sua existência, recebeu 8 mil usuários e teve 3 mil produtos cadastrados com cerca de 2.800 mensagens. Segundo Schön, o Inio era focado em escambo, mas as pessoas acabaram perdendo o foco e aos poucos ele foi se tornando um Mercado Livre (site de oferta de venda de produtos), culminando com seu fim. “O escambo teve uma razão para acabar, e isto ficou evidente no Inio”, afirma. Mesmo vendo o que ocorreu com o portal, Gabriel afirma que a vantagem de participar dessa ação é a parte social. “Com esta prática é que nos tornamos pessoas mais sociais. Fazendo isto, nós interagimos com nosso vizinho, amigo, amiga e familia. Isto é colaboração”.

Nos Estados Unidos e em outros países, a troca de produtos é mais comum do que no Brasil, que começou com esta modalidade há menos tempo. Mazzali comenta que no país sempre houve a cultura da propriedade e não a da locação ou compartilhamento. “Percebe-se bem isso nos imóveis. Sempre queremos ter nossa casa própria, diferente de outras culturas que preferem a locação e mobilidade”.

Já há empresas que estão utilizando o consumo colaborativo para dar rotatividade a diversos produtos, como, por exemplo, locação de malas para aqueles que não têm espaço para guardar as suas em casa, helicópteros, imóveis de temporada, veículos, computadores, além do compartilhamento de informação e conteúdos em blogs, no Twitter, Youtube, Wikipedia. “Vejo com mais potencial os setores com produtos com alto grau de obsolescência ou depreciação tecnológica, tornando a aquisição um risco. O compartilhamento desse tipo de produto reduz o risco e, consequentemente, os custos”, afirma Rubens.

Fonte: ISAE

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