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Atletas da terceira idade têm no esporte a fórmula para a longevidade

Dona Marlene, de 74 anos, é mesatenista​

Dona Marlene, de 74 anos, é mesatenista​

Tricô, novela ou dominó? Nenhuma dessas atividades faz parte da rotina das atletas Marlene Massako Horigome, de 74 anos, e Emiko Takahatsu, de 70. Dupla campeã do torneio Latino Americano Master de Tênis de Mesa, realizado nos dias 8 e 9 de novembro, na Guatemala, elas mostram que o esporte faz bem para o corpo e para a alma e ainda colabora para quem quer viver mais e com saúde.

“Não tenho problemas de saúde e também não faço uso de nenhum tipo de medicação. Tenho saúde para dar e vender”, conta Marlene, viúva e mãe de três filhos adultos. “Eles são os meus maiores fãs e incentivadores”, acrescenta a mesatenista.

Há 30 anos Marlene dá aulas de tênis de mesa para crianças na cidade de Suzano, Grande São Paulo, onde mora e trabalha, e viaja pelo mundo competindo. Já esteve em pelo menos 15 países representando o Brasil em campeonatos de tênis de mesa. Na última edição do World Veterans Table Tennis Champonship, realizado no último mês de maio, na Nova Zelândia, Marlene garantiu a medalha de prata, no segundo lugar. Em 2012, na edição realizada na Suécia, a atleta foi ouro. A mesatenista também acumula bons resultados nos jogos olímpicos do World Master Game, realizados a cada quatro anos. Em 2009, Marlene foi bronze na categoria individual, na Austrália. Já em 2013, no Canadá, ela conquistou o ouro na categoria individual e bronze em equipe.

Ex-atleta da Seleção Brasileira de Tênis de Mesa, Emiko foi tricampeã sul-americana na modalidade, entre as décadas de 1960 e 1970. O casamento e a chegada dos dois filhos a fizeram abandonar o esporte. “Naquele momento decidi cuidar da minha família e não imaginava a possibilidade de um dia voltar”, lembra a atleta, que mora em Interlagos, na capital paulista. Cerca de 20 anos mais tarde ela reencontrou o antigo técnico, que a convenceu voltar a praticar o tênis de mesa. “Comecei disputando os jogos regionais e hoje vivo pelo mundo em competições”, diz Emiko, medalha de ouro, na categoria individual do torneiro Latino Americano Master de Tênis de Mesa da Guatemala.

As atletas se conheceram durante as competições e a parceria transcendeu as quadras. “Formamos uma boa dupla, como podem observar”, diz Marlene entre risos. “A convivência, as afinidades e a parceria nos fizeram grandes amigas”, acrescenta Emiko.

Para ambas, a aposentadoria é algo ainda muito distante. “Nem penso nisso. A minha vida é o esporte. É isso que me traz saúde e felicidade de viver”, diz Emiko, professora de tênis de mesa do Colégio Bandeirantes, há 14 anos. “Quando a gente faz o que gosta não se cansa. Vou dar uma pausa nos treinos agora no fim do ano, porque em 2015 tem mais”, finaliza Marlene.

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