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Túnel do tempo da aviação mundial

IMG_0349Tive uma grande e feliz experiência no feriado. Depois de várias tentativas, fomos visitar o Museu da Tam, localizado na área rural de São Carlos, município a 250 km de São Paulo. O museu, com seus 22mil m², é considerado um dos mais significativos do mundo e o maior mantido por uma empresa aérea na América Latina.

As surpresas começam logo na chegada: as entradas são compradas em um balcão de atendimento de check-in.. Na entrada, um túnel de nuvens e céu azul te leva até a área de acolhimento, onde a história da aviação mundial é contada por meio de maquetes, vídeos e imagens. Depois dessa imersão, o visitante chega à esplanada, onde é recepcionado por uma bela imagem de um hangar e de onde tem uma ampla visão das 72 aeronaves históricas expostas no museu.

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Entre os destaques da exposição estão o hidroavião Jahu; o Lockheed L-049 Constellation da Pan Air do Brasil, primeiro a fazer viagens intercontinentais; e o caça alemão Messerschmitt BF 109 G-4 Trop, usado na Segunda Guerra Mundial; além de réplicas do 14 Bis e do Demoiselle, construídos por Santos Dumont. Outros destaques são três aeronaves muito importantes na trajetória da TAM: um Bandeirante (Embraer EMB 110) que voou na frota da companhia na década de 70 até o início da década de 90 e tem cada um de seus lados pintado com o design de cada época; um Fokker F-100, modelo incorporado à frota da empresa em 1990 e responsável por uma nova era na aviação regional; e o primeiro Fokker F-27 da TAM.

IMG_0379Quase metade das aeronaves expostas estão em condições de voo, e algumas são exibidas em cenografias que retratam o ambiente em que operavam, inserindo o visitante no contexto histórico de cada uma delas.

O Museu TAM é a realização do sonho dos irmãos Rolim e João Francisco Amaro, que sempre se preocuparam em preservar para as futuras gerações a história da aviação.

Além da área de exposição, o museu também conta com um auditório para palestras, conferências e eventos culturais, lanchonete, área de turbinas (onde se explica o funcionamento dos equipamentos que impulsionam os grandes jatos), espaço moda (que mostra a evolução dos uniformes de companhias aéreas do mundo todo), espaço Rolim (que conta a história e a trajetória da companhia e de seu fundador) e o TAM Kids, área que oferece atividades didáticas e lúdicas sobre aviação para meninos e meninas de até 12 anos, entre elas simuladores de voo, onde as crianças experimentam jogos virtuais num espaço em formato de cabine de avião, são outra diversão garantida.

HISTÓRIAS CURIOSAS

A estrela maior do acervo, o Savoia-Marchetti SM-55 Jahú, tem uma história interessante. Esse modelo é um hidroavião monoplano da década de 1920 que foi escolhido pelo comandante João Ribeiro de Barros para atravessar o Atlântico Sul numa viagem que começou em 28 de abril de 1927. Desde 2002, o Jahú está tombado como patrimônio histórico de São Paulo.

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O Lockheed L-049 Constellation, que hoje está estampada com as cores e o logo da Panair, ficou abandonada por 34 anos no Paraguai. Durante esse período, chegou a ter até um restaurante funcionando em seu interior. Ela foi doada à TAM pelo governo paraguaio em 2000 e chegou a São Carlos desmontada em seis carretas. O Constellation foi restaurado e não voltará a voar, mas pode ser observado no Museu.

A aeronave com história triste é o Cessna 140, que em 1960 pousou na floresta amazônica boliviana com o piloto Milton Terra Verdi e seu cunhado, Antonio Augusto Gonçalves. Eles ficaram à espera do socorro, que chegou muito tarde, apenas quatro meses depois. Verdi sobreviveu 70 dias e nesse período escreveu um diário, que acabou virando o livro Diário da Morte – a Tragédia do Cessna 140, de Walter Dias. A aeronave foi recuperada pelo comandante João Amaro em 2000, com a autorização da família Verdi.

Nas aeronaves históricas brilham estrelas como o Supermarine Spitfire Mk IX, caça britânico que teve papel fundamental na Segunda Guerra Mundial por ser capaz de superar os alemães. Com um detalhe muito curioso: chegou voando ao museu.

IMG_0369Outra aeronave que se destaca na exposição é o Vought F4U-1 “Corsair”, da década de 1940. O exemplar da TAM é o mais antigo do mundo e o único da sua versão ainda em condições de voo. O Curtiss Robin C2, avião de passeio norte-americano produzido em 1928 por Glenn Curtiss, parceiro do inventor Alexander Graham Bell e lenda da aviação norte-americana, é outra raridade no acervo. Essa aeronave quebrou vários recordes e, depois de restaurada, tornou-se o avião mais antigo do Brasil em condições de voo. Outra preciosidade exposta no museu é um Miles M.2H Hawk, da década de 1930. Existem apenas seis aeronaves desse modelo no mundo e a que está em São Carlos é a única ainda capaz de voar. Foi totalmente restaurada e levou mais de quatro anos para ficar pronta. Suas asas são dobráveis para facilitar a movimentação nos hangares.

E no final, outra surpresa: da área da lanchonete é possível acompanhar a manutenção das aeronaves da companhia.

A visita vale muito a pena, e uma viagem na história e no tempo!

Quer conhecer mais para se animar? Então acesse: www.museutam.com.br

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