Resenha

Resenha: Eu te Darei o Sol

eu-te-darei-o-sol_capa_1.png.1000x1353_q85_crop“Por que o amor é tão demolidor?”

“Quem sabe se o destino é apenas como você conta para si mesmo a história da sua vida?”

“Se um menino dá uma laranja à uma menina, o amor dela por ele se multiplicará”.

Estas são apenas algumas milhares das expressões presentes no livro “Eu te darei o Sol”, da genial Jandy Nelson, e que está no Brasil sob a edição da Editora Novo Conceito. Como vocês tem acompanhado, li muitos livros em 2015 (na verdade queria ter lido muito mais, ainda estou em débito com vocês) e com certeza este foi um dos mais marcantes, mais fortes e grudentos (li 140 em 1 dia, só para vocês terem ideia do meu envolvimento com os personagens).

A história é intensa, e conta a vida de dois irmãos gêmeos – Noah e Jude – e a narrativa é compartilhada entre eles, porém, em épocas diferentes – ele aos 13 anos, ela aos 16. Noah é um menino introspectivo e um pintor nato, desenhista de primeira, que transforma todas as situações que vive em obras de arte. Já Jude é o contrário do irmão. Destemida, popular na escola e tem talento para escultura. Os dois herdaram os dons para arte da mãe, que era uma grande estudiosa e escritora sobre o assunto. Com tanta gente vivendo mesmo tema em casa, disputar a atenção (e o título de “melhor”) era um fato constante na vida dos gêmeos, o que fez com que os dois fizessem coisas impensáveis para “passar na frente do outro”.

Além de todos os seu dotes, Jude se comunica com a avó, já falecida, de quem herdou “A Bíblia”, um livro com lições de vida, e mandingas para garantir sorte. Adicione à isso o fato de que ela foi aceita na concorrida Escola Californiana de Artes (CSA) e Noah não, e o falecimento da mãe (quando eles tinham 14 anos), o que contribuiu ainda mais para separar os irmãos.

Como nada na vida vem aos poucos, ainda mais na adolescência, Noah (aos 13), se apaixona pelo melhor amigo Brian, e Jude (aos 14) tem uma grande briga com a mãe antes do acidente fatal, e agora, precisa encontrar uma maneira de se reconciliar com a mãe morta, e com o irmão traído que a despreza. Noah, por sua vez, tem o desafio de voltar a pintar (coisa que abandonou após o falecimento da mãe) e de decidir, com Brian se os dois podem sim ou não viver esse amor, e mostrá-lo ao mundo.

Como já disse, este é um livro muito intenso, cheio de figuras de linguagem e de cores e poesia para descrever situações e sentimentos. Um devorador de leitores, que nos faz pensar em todas as nossas pequenas ações (premeditadas ou não), que achamos não vão impactar nada, especialmente a vida das pessoas que nos cercam. Elas impactam a todos. Um livro (pra mim) de fechamento de ciclo, ideal para esta época do ano, de início de novos
ciclos, de novo ano, de nova idade!

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